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Oscar 2017. Façam suas apostas!



Olá pessoas! Hoje à noite acontece a 89ª edição do Oscar e eu resolvi comentar um pouquinho sobre quem eu acho que ganha e quem eu gostaria que levasse prêmio.

Só avisando que vou falar apenas de algumas categorias porque não vi todos os filmes indicados em todas as categorias, mas as principais estarão cobertas, então vamos começar!

Melhor Filme - Indicados

A Chegada
Até o Último Homem
Estrelas Além do Tempo
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Um Limite Entre Nós
A Qualquer Custo
La La Land: Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar

Quem eu acho que ganha: La La Land, claro! O filme é um dos mais conhecidos entre todos os indicados e, além de ter ficado muito popular e ser realmente muito bonito, ele fala sobre sonhos, filmes, faz homenagem a musicais clássicos, tudo que a academia gosta de ver.

Quem eu gostaria que ganhasse: Até o Último Homem ou Estrelas Além do Tempo. Ambos são baseados em histórias reais, o primeiro é um filme muito bem executado que se divide em duas partes que mostram muito bem a dureza e realidade da guerra. O segundo dá destaque à figuras muito importantes para a história americana e que ficaram à sombra na época. Os dois são ótimos filmes e com excelente elenco.

Melhor Diretor - Indicados

Denis Villeneuve - A Chegada
Mel Gibson - Até o Último Homem
Damien Chazelle - La La Land: Cantando Estações
Kenneth Lonergan - Manchester à Beira-Mar
Barry Jenkins - Moonlight: Sob a Luz do Luar

Quem eu acho que ganha: Damien Chazelle por La La Land.
Quem eu gostaria que ganhasse: Essa é muito difícil! Você já viu as sequencias musicais de La La Land? E as de guerra de Até o Último Homem? E o paralelo entre o que acontece no presente e nos flashs de memória em A Chegada? Como conduzir uma história tão pesada com um protagonista que fala tão pouco como em Manchester à Beira-Mar? Tá muito complicado isso aqui gente! hahaha
Mas acho que eu votaria em A Chegada. Motivos? Bem, eu tenho que escolher um né!

Melhor Ator - Indicados

Casey Affleck - Manchester à Beira-Mar
Andrew Garfield - Até o Último Homem
Ryan Gosling - La La Land: Cantando Estações
Viggo Mortensen - Capitão Fantástico
Denzel Washington - Um Limite Entre Nós

Quem eu acho que ganha: Casey Affleck. A atuação de Casey é o ponto alto do filme. Durante o filme todo nós somos capazes de sentir a angústia que ele tem dentro de si mesmo sem saber o que aconteceu no seu passado, e quando descobrimos é possível realmente entender porque o personagem é como é.
Quem eu gostaria que ganhasse: Andrew Garfield #melhorhomem-aranha. Acho que o Casey Affleck realmente merece (apesar de toda a polêmica em que se envolveu depois do filme), mas se ele não ganhar gostaria de ver Andrew Garfield levando o prêmio, pois seu personagem nem é muito cativante no começo e isso gera uma estranheza, mas com o passar do tempo e mudança de clima do filme acabamos torcendo por ele e, depois de ver a figura real na qual o filme se baseia entendemos que na verdade a atuação de Garfield foi maravilhosa. Além disso, ia ser lindo demais ver ele a a Emma Stone levando o Oscar pra casa juntos, cada um com o seu haha 

Nota para Viggo Mortensen que carrega Capitão Fantástico...ah Aragorn!  *-*

Melhor Atriz - Indicados

Isabelle Huppert - Elle
Ruth Negga - Loving
Natalie Portman - Jackie
Emma Stone - La La Land: Cantando Estações
Meryl Streep - Florence: Quem é Essa Mulher?

Quem eu acho que ganha: Emma Stone. Ela já levou todas até agora, provavelmente aqui não vai ser diferente.
Quem eu gostaria que ganhasse: Amy Adams Emma Stone mesmo, porque ela é fofa e carismática no filme, canta e dança muito bem e faz a gente se emocionar (pra feliz e pra triste), se o filme não fosse com ela tenho certeza de que não teria feito metade do barulho que fez. Além disso, embora haja atuações muito boas nos outros filmes nenhum dos papéis me despertou muito interesse.

Melhor Ator Coadjuvante - Indicados

Mahershala Ali - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Jeff Bridges - A Qualquer Custo
Lucas Hedges - Manchester à Beira-Mar
Dev Patel - Lion: Uma Jornada para Casa
Michael Shannon - Animais Noturnos

Quem eu acho que ganha: Mahershala Ali, porque ele é bom e por causa do hype do filme (o papel eu não achei tão grande coisa assim).
Quem eu gostaria que ganhasse: Dev Patel. Acho muito estranho que ele tenha sido indicado na categoria de coadjuvante já que o filme é sobre ele (tempo de tela talvez?), mas já que está aqui eu torço por ele. Além de ter gostado muito da história acho a atuação dele muito emocionante e passa toda a confusão e trauma do personagem (e eu já acho que ele devia ter ganhado em Quem Quer Ser Um Milionário...não viu ainda? veja!).

Nota para Lucas Hedges, ele é toda a emoção não contida do filme e está realmente ótimo no papel.

Melhor Atriz Coadjuvante - Indicados

Viola Davis - Um Limite Entre Nós
Naomie Haris - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Nicole Kidman - Lion: Uma Jornada para Casa
Octavia Spencer - Estrelas Além do Tempo
Michelle Williams - Manchester à Beira-Mar

Quem eu acho que ganha: Viola Davis

Quem eu gostaria que ganhasse: Viola Davis. Porque ô filme chato. Mas ela tá maravilhosa, a atuação dela foi a única coisa que me fez continuar assistindo XD

Na verdade eu acho essa categoria difícil, pois a Naomi Harris está ótima em seu papel (também acho a melhor atuação em Moonlight) e Michelle Williams também fez um ótimo trabalho em tão poucas aparições em Manchester à Beira-Mar.

Melhor Animação - Indicados

Kubo e as Cordas Mágicas
Moana: Um Mar de Aventuras
Minha Vida de Abobrinha
A Tartaruga Vermelha
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

Quem eu acho que ganha: Zootopia, porque além de ser uma animação muito bem feita (e que fez um tremendo sucesso), trata de questões importantes como preconceito e tolerância.

Quem eu gostaria que ganhasse: Kubo e as Cordas Mágicas. A história de Kubo é muito bonitinha e diferente, mas principalmente, a técnica de animação é incrível! 
Eu amei Zootopia e realmente acho uma ótima animação, e visual é lindo e tudo mais, mas seria bem legal ver uma animação fora do eixo Disney/Pixar vencer, pois existe muita coisa boa por aí em matéria de animação e o mundo precisa ver!

Nota para A Tartaruga Vermelha, que é delicado e fofo demais!

Melhores Efeitos Especiais - Indicados


Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
Doutor Estranho
Mogli: O Menino Lobo
Kubo e as Cordas Mágicas
Rogue One: Uma História Star Wars

Quem eu acho que ganha: Mogli: O Menino Lobo. Porque, bem, você já viu esse filme?

Quem eu gostaria que ganhasse: Mogli: O Menino Logo. Mas então, você já viu esse filme?!
Sério agora, eu amo os efeitos de Doutor Estranho (aquele roxo!), mas não é nada diferente do que já vimos no cinema leia-se A Origem. Rogue One também está ótimo, mas já vi tudo isso em O Despertar da Força em 2015. Horizonte Profundo eu não vi, então descartei haha.
Honestamente, na minha concepção de efeitos (baseado na minha breve experiência com animações, modelagem, etc), a coisa mais difícil de fazer é algo que já existe no mundo real, porque é possível comparar e as expressões faciais, pelos, brilhos nos olhos...tudo isso em Mogli é incrivelmente bem executado, por isso acho que merece o prêmio. Se não ele, Kubo deveria levar, pois todo o trabalho com a animação em stop motion e os efeitos finais realmente são de chorar.

Melhor Fotografia - Indicados

Bradford Young - A Chegada
Linus Sandgren - La La Land: Cantando Estações
Greig Fraser - Lion: Uma Jornada para Casa
James Laxton - Moonlight: Sob a Luz do Luar
Rodrigo Prieto - Silêncio

Quem eu acho que ganha: Eu não assisti Silêncio (não deu tempo T-T), então vou considerar apenas os outros quatro indicados. Acho que quem ganha é La La Land, mas...

Quem eu gostaria que ganhasse: ...gostaria que ganhasse Moonlight ou Lion porque eles conseguem tirar ótimas imagens (lindas mesmo) de paisagens comuns e até sem cor, e isso pra mim é a coisa mais difícil de se conseguir nessa categoria.

Melhor Figurino - Indicados

Joanna Johnston - Aliados
Colleen Atwood - Animais Fantásticos e Onde Habitam
Consolata Boyle - Florence: Quem é Essa Mulher?
Madeline Fontaine - Jackie
Mary Zophres - La La Land: Cantando Estações

Quem eu acho que ganha: Animais Fantásticos e Onde Habitam

Que eu gostaria que ganhasse: Tirando La La Land (que eu não sei bem o que está fazendo nessa categoria) todos os figurinos são roupas de época. Vou chutar Animais Fantásticos e torcer por ele porque, além do figurino ter que corresponder à época, eles também tiveram que fazer roupas de bruxos (que nesse caso não estavam muito diferentes, mas ok).

Melhor Cabelo e Maquiagem - Indicados

Eva Von Bahr e Love Larson - A Man Called Ove
Joel Harlow e Richard Alonzo - Star Trek: Sem Fronteiras
Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson - Esquadrão Suicida

Quem eu acho que ganha: Star Trek: Sem Fronteiras

Quem eu gostaria que ganhasse: Esquadrão Suicida. Embora eu ache o roteiro de Esquadrão a maior bagunça de história do cinema exagerada!, preciso admitir, o visual do filme é incrível! Só acho que talvez não ganhe porque o filme foi muito mal recebido apesar da grande bilheteria e isso pode influenciar, mas quem sabe né!

Vou parar por aqui porque não entendo muito das outras categorias (como se eu entendesse dessas, mas tudo bem) ou porque não vi a maioria dos filmes indicados mesmo, como curtas, documentários ou filmes estrangeiros. Vou me esforçar mais no próximo Oscar pra conseguir cobrir TODOS os filmes indicados...aia não custa sonhar né.

Mas e aí, vai assistir a cerimônia hoje à noite? Já tem seus preferidos? Comenta aqui embaixo quais são seus queridinhos dessa edição e quem você acha que leva tudo pra casa.
Assim que der farei uma resenha ou resumão dos principais indicados pra quem ainda não assistiu nenhum e não sabe por qual começar e pra quem gosta de apostar e ver o que acertou, dá pra fazer seus palpites pelo site do Adoro Cinema. Vou lá preparar a pipoca, até!

Review: 3%

Um dia, feliz e contente na internet abri a Netflix para assistir ao tão comentado revival de Gilmore Girls, acontece que no meio do caminho me deparei com a recém adicionada série 3% e resolvi dar uma olhada no primeiro episódio antes de embarcar de volta a Stars Hollow. Acontece que acabei me prendendo à trama de 3%.


3% é a primeira série brasileira a ser exibida e produzida pela Netflix e conta a história de um Brasil pós-apocalíptico. Grande parte da população vive no Continente que é um lugar miserável e abandonado, mas a outra parte da população vive no Maralto, um lugar que dizem ser justo, pacífico e cheio de possibilidades. Todos tem oportunidade de tentar ir para Maralto ao completar 20 anos, basta se inscrever no Processo e passar, mas apenas 3% da população é aceita a cada ano e as provas são realmente perturbadoras.

Sei que já temos várias sagas, série e filmes sobre distopias por aí, algumas boas, outras nem tanto... mas vale lembrar que 3% começou como uma webserie em 2011, não antes do grande boom de filmes de distopia, mas ali no meio, e essa webserie ainda pode ser assistida no Youtube neste link. Há diferenças pontuais entre o episódio piloto de 2011 e a nova série, principalmente ao que diz respeito às críticas sociais, mas para quem quer ter ideia do que se trata pode ser bem legal assistir a esse piloto.

A premissa da série é bem interessante e passa um clima de tensão durante as provas, você torce para os candidatos e espera que as provas acabem logo, pois algumas dão um certa angústia e mostram como as pessoas são capazes de coisas absurdas quando pressionadas ou quando colocam seu instinto de sobrevivência acima de tudo.

Apesar da história ser bem legal, é possível sentir um ar novelesco em certos momentos, não que haja algo errado com isso, mas acaba destoando muito do restante da série e incomoda um pouco. Além disso, algumas atuações deixam bastante a desejar, mas são compensadas por outras.

A série tem uma temporada com oito episódios com cerca de 45 minutos de duração e promete uma continuação, já que muita coisa ficou em aberto nessa primeira temporada.
Em geral gostei bastante de 3%, seus episódios tem altos e baixos mas a trama te prende, além de ser bem legal ver o Brasil investindo assim em séries.

Alguém aí já assistiu a série ou ficou com vontade de assistir? Me conta aqui nos comentários ^^

Review: Doutor Estranho

O mais novo longa da Marvel e último filme de super-heróis do ano prometia intrigar o público e apresentar uma nova realidade e Universo muito mais expandido para nossos heróis, e de certa forma cumpriu o que prometia.

Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) é um renomado cirurgião, rico, bem sucedido e egocêntrico, que apenas aceita casos complicados que não manchem a sua carreira.  Ao sofrer um grave acidente de carro, Stephen perde o controle sobre o movimento de suas mãos e parte em busca de uma recuperação. Mesmo tentando as mais modernas e caras cirurgias, a recuperação se mostra improvável, o que o faz seguir até Kamar-Taj onde supostamente uma pessoa tetraplégica foi curada. Porém, ao invés da cura, Stephen aprende muito mais sobre o Universo e outras dimensões.


O filme é definitivamente o mais adulto da Marvel, tratando de morte, violência e auto-conhecimento, além do tão falado Multiverso que pode ser algo complicado para os mais jovens absorverem. Apesar disso, o filme se mantém com a mesmo fórmula de outros filmes da Marvel, que apresenta algo pesado para depois aliviar a tensão com uma piada ou musiquinha divertida. Apesar disso, as piadas não chegam a ficar fora de tom, em geral elas refletem a personalidade do protagonista e seu desconforto diante de todo aquele conhecimento novo, já que até então Stephen achava que sabia de tudo e não acreditava em poderes mágicos, espiritualidade e tudo mais.


Doutor Estranho é muito focado em si mesmo e não se preocupa em fazer grandes conexões com os Vingadores ou outros filmes da Marvel, embora essa conexão já esteja bem encaminha. Somos apresentados a mais uma Joia do Infinito, que só precisa ser citada para fazer sentido, e uma cena pós-créditos faz todo o trabalho necessário para colocar Stephen Strange dentro do universo dos Vingadores.

Sobre a Anciã, rolou muita polêmica quando Tilda Swinton foi escalada para o papel, pois o Ancião original é um homem, daqueles com ar asiático e barba branca, típico mestre de uma arte milenar que se encontra no topo de uma montanha. A atriz ficou ótima no papel e seu gênero de nada influenciou na trama ou em sua personalidade, quebrando esse esteriótipo que acabei de citar. 
Benedict também está ótimo no papel, além de apresentar bem aquele ar arrogante, porém cômico em certos momentos, ele também dá muita carga emocional ao personagem em seus momentos dramáticos, o que ajuda muito o tom do filme a parecer mais sério. Sem contar que ele é a cara do personagem!


Dos efeitos, não há o que dizer, são lindos e vale completamente o ingresso para 3D ou IMAX, com destaque para a Dimensão Negra, que é escura e ameaçadora e ao mesmo tempo linda, com cores brilhantes e vivas (e um roxo mara!), visualmente não seria um lugar tão ruim para ficar em loop infinito.
Além disso, uma coisa que chama a atenção, e que eu definitivamente não esperado se destacar, é a trilha sonora. Ela lembra levemente Guardiões da Galáxia, que tem sua trilha de ação, de momentos mais dramáticos mas que ao longo do filme apresenta músicas bem diferentes, até meio breguinhas para as cenas de humor.


Em resumo, um ótimo filme. Visualmente lindo, com ótimas atuações e que mostra como o universo cinematográfico da Marvel pode amadurecer. Estamos torcendo!

3 séries completas para maratonar na Netflix

Hoje vim indicar três séries para você que está louco pra fazer uma maratona e não sabe o que escolher. Dessa vez selecionei séries que já foram concluídas, só porque é muito ruim quando nos viciamos em uma série, assistimos por dias e quando acabam os episódios disponíveis temos que esperar mais um ano pra voltar a assistir.

A primeira série que vou indicar é uma queridinha minha que conheci há apenas pouco mais de um ano, mas se tornou uma das minha favoritas: Downton Abbey.
Confesso, essa série não é para todos os gostos, pois ela não tem tramas extremamente absurdas, aventuras e romances avassaladores, reviravoltas dignas de novelas mexicanas, tudo é muito sutil, mas te prende de um jeito maravilhoso.


A série retrata a vida dos senhores e empregados de Downton Abbey, uma casa de campo (que mais parece um castelo) de Yorkshire habitada pela família Crawley e pertencente a seu patriarca, o conde de Grantham. A história se inicia com notícia do naufrágio do Titanic em 1912, e morte do herdeiro do conde e também de Downton. A partir daí, família precisa acolher o novo e desconhecido herdeiro e lidar com diversas situações que aparecem pelo caminho.

Adoro séries de época e essa em especial, pois retrata um período que gosto muito. Ela se passa entre 1912 e 1924, durante esse período podemos ver um pouquinho da história através de figurinos, eventos históricos e mudanças de hábito. Tudo é sutil e delicado e tem o maravilhoso  humor britânico!


O elenco também é ótimo e ao longo da série podemos reconhecer atores de séries como Game of Thrones ou de Harry Potter, mas a mais brilhante presença é de Maggie Smith, que dá vida à Condessa Viúva (melhor personagem!). O elenco conta também com Dan Stevens, que viverá a Fera na nova adaptação de A Bela e a Fera e o mutante Legião na série homônima, Jéssica Brown Findlay (Sybil  ), Allan Leech (Tom  ), Michelle Dockery e muitos outros ótimos atores.



A segunda série é White Collar. Mudando de gênero, tempo e estilo drasticamente!
Nessa série acompanhamos Neal Caffrey, um falsificador de obras de arte (e notas de qualquer moeda, das moedas inclusive, promissórias, esculturas, ovos de dinossauro, tudo aquele homem faz gente, o que é isso?!) que se torna consultor da Divisão de Crimes de Colarinho Branco do FBI, trabalhando juntamente com o agente que o prendeu, Peter Burke.

O que acho mais legal nessa série, além do ótimo gosto para roupas do Neal, é da relação entre ele e Peter. Os dois tem tudo para serem inimigos, um pensa extremamente diferente do outro, agem diferente, sempre discutem e discordam, mas no fim os dois meio que se completam e isso dá uma dinâmica muito legal à história. Fora isso, os personagens secundários são bastante divertidos e interessantes, com destaque para Mozzie e Elizabeth. Como bônus, só digo uma coisa: Matt Bomer *-*



E por último, mas não menos importante: Gilmore Girls.
Confesso que tinha outra série em mente (Mad Man pra quem estiver interessado, mas falarei dela em um post futuro), mas resolvi indicar essa série agora pois é momento perfeito. Pra quem não sabe, a Netflix está fazendo um revival da série que se chamará Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar. Nessa nova e curta temporada, que se passa anos depois do final oficial da série (que durou 7 temporadas), teremos quatro episódios de 90 minutos de duração, cada um deles mostrando uma estação do ano, completando assim mais um ano da vida das garotas Gilmore.
Se você nunca assistiu a série, é uma ótima oportunidade pra assistir. Boas risadas, referências em tanta quantidade que pode te deixar até tonto, romances, excentricidades e ótimas indicações de livros são só algumas coisas que você encontra na série. Sério, confia em mim, vale muito a pena!
A nova temporada está prevista para o final de novembro, então corre que dá tempo de assistir tudo.

Agora gostaria de saber a opinião de vocês. Alguém aí já assistiu alguma dessas séries, o que acharam? Lembrando que as três séries estão atualmente no catálogo da Netflix.

Review: Esquadrão Suicida

Quando o primeiro trailer de Esquadrão Suicida foi lançado fiquei com a expectativa lá no alto. Música legal, cenas interessantes de personagens ainda mais interessantes, a coisa parecia promissora.
Com os novos trailers, um pouquinho mais da trama foi sendo revelado, a identidade visual do filme foi mudando, mas ainda parecia algo que valia a pena ser visto, e todas aquelas notícias do que rolava pelo set de filmagens, dia sim e e outro também, só faziam aumentar a expectativa. E de fato o filme é bastante divertido, mas é praticamente só isso.


Introduzir um grupo relativamente grande de personagens quase que desconhecidos do grande público em apenas um filme não é uma tarefa fácil, admito. Mas a introdução de Esquadrão Suicida não passa de uma ficha de personagens animada e com sonora jogada na cara do expectador, empatia 0.
Apesar do começo um pouco frustrante, no qual você espera ver mais da história daquele grupo, a introdução é bastante contagiante, já que a trilha sonora é o grande trunfo dessa etapa do filme. Após isto, o tom muda um pouco para algo ligeiramente mais ameaçador e menos colorido, mas ainda sim não muito intenso.


A dinâmica entre alguns personagens acaba sendo bem divertida. Will Smith está ótimo como Pistoleiro e, embora pareça que seu arco se encerrou nesse filme, é um personagem com potencial para ser explorado. Capitão Bumerangue, apesar de até agora não ficar muito claro quais são suas habilidades (boas o suficiente para fazê-lo integrar o Esquadrão), é um ótimo alívio cômico (não que o filme precise de mais disso).

Arlequina (junto com Amanda Waller, se ignorarmos a grande bosta que seu plano é), se provou o grande ponto alto do filme. Apesar de pouco ter sido mostrado sobre seu passado, a personagem nos deixa com vontade de quero mais, muito provavelmente pela boa atuação de Margot Robbie, que de fato entrou na personagem. Confesso que a princípio estava na dúvida se sua falação a tornaria irritante ou carismática, felizmente a segunda opção se provou verdadeira.


Se a "mocinha" do filme foi um bom acerto, a grande ameaça por sua vez não agrada tanto, Magia não sabe bem a que veio e para uma grande divindade de tempos passados, sua forma não está das melores. Me refiro à Magia como ameaça, pois a verdadeira vilã da história, que tem cara, pose e discurso de vilã, é Amanda Waller, aliás, Viola Davis está ótima no papel.

Agora...precisamos falar sobre o Coringa.
Honestamente, em nenhum momento cheguei a ser convencida pelo visual do vilão, mas desconsiderei. Uma pena esse ser o menor dos problemas do Coringa. Não acredito muito que o problema seja o Jared Leto, o moço é bom e já sabemos disso, mas essa nova leitura do personagem, seus trejeitos, motivações e, principalmente, sua relação com a Arlequina estão todas colocadas em um contexto muito errado.


É bom lembrar que Harley Quinn nasceu de uma relação abusiva com o Palhaço do Crime, que nunca teve grande consideração por ela. No filme, estão os dois são retratados como um casal de malucos que realmente se gosta, e ok, eu aceito isso...talvez uma releitura nova, aliviar a questão do abuso para um publico mais jovem, pode ser algo aceitável (embora não condizente com todas as facetas já apresentadas do palhaço), mas o grande problema é a oscilação do personagem. Em uma cena ele parece estar super preocupado com ela, em outra anterior a abandona à própria sorte, em outra antes quer deixá-la mas sente uma espécie de peso na consciência... Joker, se decida!
Seja como for, o método não deu certo.


Como disse no começo, a expectativa para esse filme era grande, mas todas as críticas negativas em cima de Batman vs Superman fez com que os estúdios freassem a originalidade e fosse por um caminho mais seguro, alegre, feliz e sem polêmicas. Isso pode ser facilmente notado aos assistirmos aos três trailers em seguimento, e também comparando a arte oficial do filme, que mudou desde seu anúncio. Sem contar a notícia das refilmagens e cortes, apenas de assistir aos trailers podemos ver cenas que foram refeitas com diálogos diferentes e diversas cenas que não estão na versão finalizada. Não foi um tiro no pé, pois toda a falação tem levado MUITA gente aos cinemas, mas em termos de roteiro, melhor focar na trilha sonora.


Em resumo, me sinto um pouco enganada pelo que foi prometido do filme e pelo que foi entregue, adoraria ver a versão longa do primeiro trailer, quem sabe um dia numa versão do diretor. Mas, embora tenha muitas ressalvas sobre o filme, preciso admitir, ele diverte. Ninguém vai sair desanimado do cinema ou ficar entediado durante a sessão, principalmente em uma sala 3D, pois o visual é incrível e, como citado anteriormente, a trilha sonora também.

Review: Guerra Civil

Um dos filmes mais aguardados do ano (por mim e por muitos) finalmente chegou aos cinemas: Capitão América - Guerra Civil.

Há bastante tempo a Marvel tem nos apresentado filmes com uma boa mistura de ação e diversão, seguindo uma fórmula de sucesso. Guerra Civil é, provavelmente, a maior prova de que a fórmula funciona.

Baseado no arco dos quadrinhos Guerra Civil, o terceiro filme do Capitão América precisou de uma boa remodelagem, já que sua obra de origem abrange um universo e cartela de heróis muito maior que o universo cinematográfico da Marvel. A Guerra Civil em si fica mais num aspecto de briga de gangues que um dia foram uma só e que não tem real intenção de lutar entre si. Apesar disso, a coisa toda é muito bem elaborada.


Quando um acidente ocorre durante uma das operações dos Vingadores, uma proposta de tratado é trazida aos heróis, cujos termos proíbem as atividades do grupo sem a devida supervisão e autorização. Desestabilizado pela lembrança de uma vítima do incidente em Sokovia, Tony Stark adere logo ao tratado e quase convence Steve Rogers a participar também, porém, um novo e grande incidente causado pelo Soldado Invernal faz com que o Capitão tenha outras prioridades.

Pra quem já leu os quadrinhos, é muito legal ver como o roteiro foi adaptado para o universo estabelecido nos cinemas e colocados às devidas proporções. Para quem não leu, fica a sensação de que algo ainda mais grandioso está por vir, e isso é muito empolgante.


Um ponto muio interessante nesse filme é que, apesar se seguir a velha fórmula da Marvel de filme divertido e com cotas para mostrar sangue, a história tem sim seu peso e podemos ver dramas e problemas pessoais cercando os personagens, principalmente Tony Stark, que em geral é o cara fanfarrão do grupo, mas que neste filme consegue entregar uma boa carga emocional sem perder o lado cômico.

Outra questão muito interessante é a introdução dos novos personagens e a integração de personagens antigos ao grupo dos Vingadores. Pantera Negra, que nunca apareceu em outra mídia a não ser raras participações em animações de outros heróis, está perfeito da introdução ao fim, não foi preciso mais que alguns minutos de explicação de sua origem, uma bela sequencia de ação, uma roupa legal e pronto, já é um personagem pelo qual ficamos ansiosos pra ver novamente.
Também é bom apontar o desenvolvimento de heróis como a Feiticeira Escarlate e Visão, que foram brevemente apresentados em Era de Ultron, mas que com poucos cenas também nos deixam curiosos por seu futuro. Além disso, a dinâmica e rixa entre o Falcão e o Soldado Invernal geram cenas muito divertidas.


Agora, bem, precisamos falar sobre o Aranha...
Eu faço parte do pequeno grupo de pessoas que gosta mais do Aranha de Andrew Garfield do que o de Tobey Maguire, mas isso se deve ao fato de como ele se comporta como Homem Aranha. É bem verdade que nenhum dos dois se encaixava bem, um era Peter Parker com e sem máscara, bobo em todo momento, já o outro era cool demais pra ser nosso querido herói nerd. Porém, pelo menos pra mim, a essência brincalhona e descontraída do Homem-Aranha é sua melhor característica, e isso é melhor mostrado nos filmes do Espetacular Homem-Aranha. Disto isto, vamos lá!

Em uma breve cena de introdução temos toda a explicação necessária para que o Aranha mais perfeito acontecesse. O velha frase "com grandes poderes vem grandes responsabilidades" colocadas em outras palavras, o amadurecimento de um jovem tímido e genial, um apadrinhamento e pronto, tudo em seu lugar. Embora breve e nada essencial, a participação do Homem-Aranha neste filme é incrível. Um super fan service, mas daqueles que vale a pena ver!


O único ponto fraco do longa, na minha opinião, assim como em praticamente todo filme da Marvel, foi o vilão. Grande responsável por arquitetar as tretas pessoais entre os Vingadores (bem à la Martha), Barão Zemo (que neste filme não é nenhum Barão) poderia ser qualquer Zé da esquina que não faria diferença nenhum, porém, seus planos levam ao embate final e a uma das cenas mais clássicas das HQs.

Em resumo, um bom filme, com boa ação, boa caracterização, boa adaptação que, embora não fiel às HQs (logicamente), se encaixa muito bem dentro do universo criado para estes heróis no cinema. 


No fim tudo meio que acaba em pizza, mas me conta aí, qual o seu time? #TeamIronMan ♥ 

Resenha - Guerra Civil (livro)

Com a proximidade da estreia do filme Capitão América: Guerra Civil, me senti na obrigação de fazer uma resenha sobre esse livro (e também porque a ansiedade pro filme me deixou com vontade de falar sobre esse assunto hahaha).


Antes de começar, quero deixar bem claro duas coisas:

1. Esse livro não é a história original da Guerra Civil, e sim baseada na história original dos quadrinhos, embora ambas sejam bastante parecidas, alguns detalhes são diferentes, além é claro da grande diferença narrativa.

2. Apesar do título, o filme Capitão América: Guerra Civil será muito diferente da história das HQs e livro, em muitos sentidos: personagens participantes, motivos, desfecho, lembrando ainda que muitos personagens que participam da Guerra Civil original não estarão no filme por motivos de direitos cinematográficos divididos (com exceção do Homem-Aranha).

Agora que está tudo esclarecido, vamos lá!

Guerra Civil conta um arco dos personagens da Marvel em seu universo regular, em um período no qual super heróis são muito populares e em tão grande quantidade, que é até difícil para eles conseguirem um espaço.  Por causa disso, um grupo de heróis iniciantes denominado Novos Guerreiros decidiu participar de um reality show para ganhar mais visibilidade e, quem sabe, trabalhos melhores e respeito. Durante uma perseguição à um grupo de vilões super poderosos, as coisas saem do controle e uma imensa explosão acontece perto de uma área escolar, matando centenas de pessoas, a maioria crianças.



Essa catástrofe faz com que a população comece a temer e odiar heróis, mutantes e derivados. O governo então propõe que todos os heróis revelem sua identidade e passem a atuar sob vigilância (e mais 500 cláusulas anexadas). O embate começa quando Tony Stark (Homem de Ferro) apoia a lei de regulamentação dos heróis e Steve Rogers (Capitão América) é contra a lei e se torna fugitivo, formando um grupo de resistência ao governo e à S.H.I.E.L.D.

Como dito anteriormente, o livro Guerra Civil, adaptado por Stuart Moore, tem suas diferenças das HQs, afinal meios diferentes pedem uma abordagem diferente. Apesar disso, a história dos personagens não foi absurdamente alterada, em geral a grande diferença é o destaque maior que alguns personagens tem e maior riqueza de diálogos (com algumas exceções, como história de fundo do Homem Aranha ou o que acontece com um dos heróis envolvidos na explosão, por exemplo). Então se você já leu as HQs e gostou do que viu, fica a dica, tem um pouco mais de cada um deles no livro ;)



O livro é muito bem escrito e não se prende em descrições de personagens e de como eles chegaram até aquele ponto da vida, o autor assume que o leitor já conheça pelo menos um pouco do universo e seus personagens. Apesar disso, não é realmente necessário ser super entendido de quadrinhos para poder ler Guerra Civil, mas se você quiser ter uma noção maior do que tá rolando,  uma rápida olhadinha na Wikipédia já é o suficiente hahaha.
Sendo bastante fiel às HQs, o livro possui um humor adulto, pesado, porém divertido. Uma das melhores coisas da adaptação é o fato do leitor poder seguir os diferentes grupos, saber de seus medos e ambições. Isso faz com que seja mais difícil escolher um lado, não há vilões em Guerra Civil e nenhum lado completamente certo ou completamente errado, cabe ao leitor decidir por qual causa tem mais empatia #TimeHomemDeFerro.


(Roubei os bonecos do meu sobrinho por motivos de: não resisti! Qual lado escolher, Homem Aranha?)

Uma coisa que me incomodou um pouco na leitura, a única na verdade, foram as descrições de lutas. Na Guerra Civil original, mais de vinte heróis formam os times, durante uma batalha há diversas micro lutas acontecendo e o autor as descreve de forma bastante rápida, mas como são muitos personagens os parágrafos acabam sendo grandes e as descrições rasas, pois ele não pode gastar páginas e páginas em apenas uma dupla. Para quem conhece os personagens isso pode se tornar cansativo, pois já sabemos como aquele personagem luta. Para quem não conhece, a descrição acaba por se tornar insuficiente e tirar o foco do acontecimento principal do capítulo sem acrescentar muito. Mas é preciso dar um desconto, afinal essas cenas são necessárias e bastante difíceis de resolver, lembrando que isso não acontece em outros livros da série que focam em um personagem, como o livro Homem Aranha: Entre Trovões ou Homem Formiga: Inimigo Natural.


Apesar disso, toda a escrita é bem fluída e as passagens de lutas podem incomodar um pouquinho, mas não atrapalham consideravelmente a qualidade do livro. Em resumo, Guerra Civil é um ótimo livro, bem escrito, que detalha e dá foco em várias questões colocadas nos quadrinhos. É uma história política que mistura ação e fantasia, com personagens reais apesar de suas características infelizmente absurdas.
Para quem quer conhecer mais sobre o universo dos super heróis, mas não se dá muito bem com a leitura de HQs, Guerra Civil (e os outros lançamentos dessa série) é um ótimo começo, recomendo!

Sobre a edição, eu tenho a versão comum (existe uma super linda de capa dura, preta e prateada), mas ela é muito bonita, tem ilustrações na parte interna da capa mostrando os heróis no local do desastre de Stamford (a explosão próxima à escola), várias páginas pretas com os símbolos dos líderes dos dois lados da Guerra Civil, um bom espaçamento, as páginas são meio amareladas então não cansam os olhos. Adorei essa edição! A minha foi comprada na Saraiva online e veio com esse mini marcador super fofo do Homem Formiga *-*)


Bônus: É uma ótima leitura pra quem está ansioso para o filme! 
E aí, ficou interessado em ler? Comenta aí!

Editora: Novo Século
ISBN: 9788542804126
Páginas: 398
Adicione! Skoob
Nota: ❤ ❤ ❤ ❤ 

Review: Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Sei que meu último post foi um Review, mas na última semana estreou nos cinemas Batman vs Superman: A Origem da Justiça e eu fiquei tão empolgada com esse filme que não pude protelar mais o post rsrs.


Enfim, que estamos na era dos filmes de super heróis não é nem preciso falar, afinal há cerca de 8 anos temos a nova fase da Marvel nos cinemas, com seus filmes divertidos e um universo unificado. Há alguns anos, a DC está preparando o cenário para o seu próprio universo cinematográfico, desde Homem de Aço, que foi lançado em 2013.

Batman vs Superman estreou com grande bilheteria e gerando controvérsias, com filme bastante diferente do que estamos acostumados a ver no cinema (em matéria de super-heróis), o diretor Zack Snyder toma decisões bastante corajosas. Embora utilize diversos pedaços de arcos populares dos dois super-heróis, o tom do filme é um tanto peculiar, apostando bastante na estética.

Nesse filme somos brevemente apresentados ao novo Batman, bem, não tão novo assim hehe mais maduro e não aposentado (diferente do que sugeriam alguns trailers) e com seus demônios internos cada dia mais vivos. A primeira parte do filme trata de estabelecer a rixa entre os dois heróis, alternando entre várias cenas curtas de alguns personagens, o que pode fazer com que a trama pareça avançar pouco, embora todas as sequências cumpram seu papel.


Na segunda parte do filme, somos levados ao embate entre Batman e Superman. Bem, sabemos que a luta entre os dois é uma quase covardia, mas Batman mostra porque é um dos heróis mais queridos do público (e o meu também), mesmo sendo um carinha nada simpático. As cenas de ação são ótimas e se diferem bastante das vistas na trilogia do Batman de Christopher Nolan, pois utilizam muitos efeitos em computação gráfica, o que faz a estética dessas cenas parecer com os jogos de videogame da franquia.

Um ponto que com certeza deve ser ressaltado é a trilha sonora megalomaníaca de Hans Zimmer, que já fez ótimos trabalhos em grandes franquias como Piratas do Caribe (a minha favorita ^^). Em muitos momentos o filme evolui através de uma sucessão de pequenas cenas, sem falas e que ganham tom diferente com a trilha, que vai de acordes de guitarras a cantos gregorianos, tudo para exaltar a divindade de heróis como a Mulher Maravilha e Superman, a fúria de Batman e a loucura de Lex Luthor. Há quem ache exagerado, incomodo, eu particularmente achei genial =)


Quanto às atuações, a verdadeira estrela de Batman vs Superman é de fato Lex Luthor (Jesse Eisenberg), que possui um tom afetado e meio psicótico, é o vilão que quer ver o circo pegar fogo, arquitetando todo o embate entre os heróis. Nesse sentido Lex me lembra um pouco o Coringa de Cavaleiro das Trevas, o que pode ser bom, já que esse era um ótimo personagem e agora o novo Coringa parece seguir outra vertente, ainda mais violenta. Henry Cavill reprisa seu papel em Homem de Aço, tendo como variante um pouco mais de conflitos internos e uma certa ira. Gal Gadot (Mulher Maravilha/Diana Prince) tem pouco tempo de tela e poucas falas, então ficamos aguardando seu filme solo para ter uma noção melhor de como será a personagem. No site Legião dos Heróis, fizeram uma lista de 10 motivos pelos quais a atriz arrasou no papel, é válido conferir.


Quando Ben Affleck foi anunciado como o novo Batman houve um alvoroço, pois o ator era conhecido pelo fiasco em Demolidor, mas se 2016 foi o ano de redenção para Ryan Reynolds e seu Deadpool, esse ano também é o da redenção de Ben Affleck (embora eu ache que a culpa de Demolidor ser ruim não seja puramente a atuação do moço). Vemos um Batman mais velho, cansado porém em forma, com sangue nos olhos. Além da atuação sóbria, as motivações do personagem, suas sequências de batalha, seu traje, tudo está muito bem colocado dentro do filme, ainda gosto muito do Batman do Christian Bale, mas essa nova versão tem tudo para fazer sua boa marca no cinema.

Batman vs Superman com certeza não é o tipo de filme que agrada a todos, daqueles que se junta a família para assistir, mas é uma excelente adaptação, com olhar diferente, mais sombrio e exagerado, sem se preocupar tanto com a veracidade passada em tela (afinal, estamos lidando com alienígenas superpoderosos aqui, não é mesmo?). Batman vs Superman é uma ótima nova categoria para os filmes de super-heróis, principalmente para quem quer algo diferente.

fonte: http://omelete.uol.com.br/filmes/noticia/liga-da-justica-ja-tem-data-para-comecar-a-ser-filmado/

Para finalizar, preciso falar sobre a origem da Liga da Justiça. Confesso que nunca fui muito fã do universo da DC, entre seus personagens sempre gostei muito do Batman, Flash, Coringa e só, essa era a minha trindade. Mas assistia aos desenhos da Liga da Justiça, li um pouco, joguei alguma coisa... e só de ver uma menção aos personagens que formarão a Liga no cinema já me fiquei animada, mais do que poderia imaginar. O visual do Aquaman (Jason Momoa) está ótimo, à prova de qualquer piadinha sobre a inutilidade do personagem (embora ainda um pouco lento), Ciborgue (Ray Fisher) parece prometer bastante e, embora goste bastante do Flash de Grant Gust (da série de tv), e de a aparição do personagem ser muito rápida ( ba-dum-tsss desculpe, não resisti hehe),estou ansiosa pela versão de Ezra Miller no cinema.


Nossa, isso ficou grande, parece que me empolguei mais do que pensava. Sei que o filme gerou várias controvérsias, algumas pessoas amaram, outras odiaram e eu entendo os motivos, mas honestamente gostei bastante do que vi. Agora quero saber de você, quem já viu o filme, gostou do viu? Os fãs dos quadrinhos, o que esperam desse princípio de universo cinematográfico da DC? Deixem aí nos comentários!

Review: Zootopia

Sou bastante suspeita para falar de animações, principalmente dos estúdios Disney, já que seus filmes fizeram minha infância e adolescência e já até considerei trabalhar com animação. Mas preciso admitir que nos últimos anos a Disney não tem mandado tão bem apesar do óbvio sucesso de Frozen e de eu gostar bastante dos menos famosos Enrolados Rapunzel! É Rapunzel! e Operação Big Hero 6. Felizmente, Zootopia está aí para nos lembrar da magia da antiga Disney, mas de uma forma bastante atual.


Zootopia se passa em uma realidade (não se sabe se alternativa ou futurística) em que os animais evoluíram para seres mais racionais e que são perfeitamente capazes e conviver entre si em sociedade. 


No longa somos apresentados à fofíssima Judy Hopps, uma coelha que cresceu na fazenda com seus pais e muitos irmãos, mas que sonha em se tornar uma policial. De fato, Judy consegue realizar seu sonho e se muda para Zootopia para exercer a profissão, mas lá ela descobre que apesar da cidade oferecer muitas oportunidades à todas as espécies, há ainda muito preconceito, inclusive nela mesma. Isso se mostra verdade quando Judy conhece Nick Wilde, uma raposa trapaceira que há muito tempo deixou de acreditar em uma utopia entre os animais e abraçou o esteriótipo dado às raposas.


Apesar das diferenças, quando Judy e Nick se veem obrigados a trabalhar juntos para resolver um caso, os dois descobrem que há muito mais em comum entre as espécies do que pensavam, mas ainda há diferenças a serem superadas, algo que deixou a trama ainda mais sensível, pois demonstra que seus protagonistas não são perfeitos, mas estão fazendo o possível para melhorar.

Além do roteiro lindo e bem construído, que aborda de maneira muito atual a velha moral do "não julgue um livro pela capa", o longa também tem seu nível de humor muito bem medido, com piadas inteligentes e diversas referências à cultura pop. A animação é um caso à parte, todos os animais (apenas mamíferos apareceram na animação) possuem um nível de detalhamento incrível e, apesar de serem antropomórficos, cada um mantém as características de sua espécie, inclusive na textura e densidade de seus pelos ou seus movimentos em duas patas.


Outra coisa que deve ser citada aqui é dublagem. Honestamente, sou um pouquinho contra a contratação de atores famosos para dublagens quando há tantos dubladores profissionais por aí sem bons projetos, mas marketing é marketing né, e quando o trabalho é bem feito não dá mesmo pra reclamar. É o caso de Zootopia, os personagens principais, Nick e Judy foram dublados por Rodrigo Lombardi, que já havia feito um trabalho ótimo em A Princesa e o Sapo como o príncipe Naveen, e por Mônica Iozzi, que também fez um trabalho ótimo, sem deixar sua voz muito reconhecível e nem muito caricata. Uma menção honrosa para Shakira, interprete das canções e dubladora na versão original da Gazella, ela está ótima, assim como todo elenco!


Resumindo, o filme vale muito a pena. Já está entre os meus preferidos dessa última década, talvez possa soar exagerado, mas eu realmente me encantei pelos temos explorados, pelos personagens cativantes, pela animação linda e muito bem feita. Só amor! 

Agora me contem, já assistiram? O que acharam do filme? Deixem aqui nos comentários!

O filmes de fevereiro

Fevereiro acabou, o Oscar passou, Leo ganhou e eu não consegui completar a minha lista de filmes pra ver em fevereiro, na verdade esse mês fiquei bem paradona nas séries, leituras, etc, mas tudo bem porque isso não significa que não teve coisa legal. Decidi fazer todo final de mês uma postagem contando sobre alguns filmes que assisti, vou tentar escolher os mais legais e ficar entre três e cinco, os mais especiais ganharão resenha especial, como aconteceu com o lindo do Deadpool *-*
Vamos lá!

O primeiro filme de que vou falar é Perdido em Marte (The Martian). Estrelado por Matt Damon, o filme conta a saga de um astronauta especializado em botânica, que sofre um acidente em Marte durante uma tempestade de areia e é dado como morto e deixado para trás por sua equipe, enquanto ele tenta sobreviver ao inóspito planeta e entrar em contato com a NASA para que possa ser resgatado de novo Matt?!.

Diferente de muitos filmes do gênero (seja sci-fi ou filmes de sobreviventes), Perdido em Marte é alegre e divertido. Claro que o protagonista passa por maus bocados, mas além de competente Mark Watney (Damon) é super bem humorado e otimista, o que dá um tom muito gostoso ao filme, nada perto da angústia que sentimos pelo personagem de Tom Hanks em O Náufrago. Realmente me diverti assistindo e torci para que ele fosse resgatado, além disso a trilha sonora é bem gostosa, toca Starman gente! O filme superou muito as expectativas que eu tinha, e passou a ser um dos meus favoritos do gênero até agora.


Há duas semanas fui à première do filme Boneco do Mal (The Boy) em São Paulo, oferecida pelo site Omelete.
Dica: se você mora em São Paulo ou nas proximidades, segue o face do site, eles sempre oferecem ingressos com pipoca e refri pra estreia de vários filmes, e não é sorteio, basta enviar um e-mail rápido o suficiente pra entrar na lista (não, eu não estou ganhando pra fazer a propaganda mas bem que podia né.)

O filme é estrelado por Lauren Cohan (a linda Maggie de The Walking Dead) que interpreta Greta, uma jovem americana que vai à Inglaterra para ser babá de do menino Brahms, porém, quando chega na casa (tipicamente grande e isolada, como todo bom ou não filme de terror) Greta descobre que o menino na verdade é um boneco de louça. Os pais do "menino" dão à ela uma lista de tarefas e saem para viagem, após ignorar essa lista por alguns dias coisas muito estranhas começam a acontecer com a protagonista.

Bem, vou ser sincera gente, o filme não é bom, mas eu me diverti muito. Conta com interpretações bem convincentes, e é risível a expressão dos atores quando descobrem a tarefa de Greta. Até quase o final o é mais um de terror simples com um certo humor, mas aí tem plot twist! Ah o plot twist! Não vou dar spoilers aqui, mas a maior parte do cinema saiu revoltada. Eu particularmente não gostei da virada de última hora, mas gostei do filme e da experiência em geral. Pra quem tem medo de filmes de terror e amigos que implicam com isso, Boneco do Mal é uma boa pedida, você pode sugerir ele pra seus amigos e assistir de boa e sem medo. ^^


O último filme é o indicado ao Oscar, O Quarto de Jack (Room). Não vou contar sobre a história porque, sinceramente, assisti ao filme sem saber nada da trama (além de que Jack passa a vida em seu quarto) e isso foi muito bom, pois gerou surpresas e curiosidade sobre o que estava acontecendo ali, além de empatia pelos personagens. Basta dizer que o filme é muito sensível e tocante, contando com a ótima atuação de Brie Larson (vencedora do Oscar de melhor atriz) e do fofíssimo Jacob Trembley, que tem uma ótima interação em cena. Não é um filme super badalado e animado, mas trata de assuntos muito pesados narrados pela perspectiva de uma criança completamente inocente. Eu gostei demais e recomendo.

Obs.: Só assista ao trailer se quiser ver o filme do jeito que recomendei, sem informações adicionais.


E aí, já assistiram aos filmes? Algum deu vontade? Conta aí.

Deadpool - The Zuera Never Ends

No dia 11 de fevereiro finalmente estreou Deadpool, um filme muito esperado, pelo menos por mim.
Não sou a super entendida dos quadrinhos, mas conheço um pouco do personagem já há algum tempo e, após a representação porca feita em X-Men Origens: Wolverine, estava ansiosa para vê-lo de verdade nos cinemas. Que o Gambit seja bom! Por favor, que o Gambit também seja bom!


Pra quem não conhece, o filme conta a história de Wade Wilson (Ryan Reynolds), um mercenário sem muitos escrúpulos, que é diagnosticado com câncer e aceita uma proposta suspeita para participar de um experimento que poderia lhe curar e dar super poderes (alô arma X!). Wade consegue sobreviver às diversas torturas as quais é submetido e finalmente ativa seu gene mutante, que lhe confere uma regeneração acima do normal até mesmo para mutantes. Apesar de conseguir se curar, Wade fica com cara de abacate o rosto e corpo cheio de marcas e resolve ir atrás de Ajax/Francis (Ed Skrein), o homem que o torturou, para que conserte sua aparência. O vilão por sua vez rapta a namorada de Wade, Vanessa (Morena Baccarin), despertando ainda mais sua zoeira fúria.


Tudo isso já era possível saber apenas vendo os trailers. O filme é bastante previsível, principalmente para quem tem acompanhado a divulgação dele ou já conhece um pouco do personagem, é uma história de origem afinal.
Apesar de ser previsível, o filme é muito divertido. A origem de Deadpool não é muito fiel à contada nos quadrinhos (bem, pelo menos a principal), mas o personagem em si é uma das melhores adaptações que já vi. Seja pelos gestos, a violência escrachada, a incapacidade de calar a boca, seu humor incansável e a quebra da quarta parede, o Deadpool do cinema é o Deadpool dos quadrinhos, sem dúvidas! 
Ryan Reynolds está ótimo no papel do mercenário tagarela. A dedicação que ele deu ao filme e ao personagem sem dúvidas valeu a pena, é uma de suas melhores interpretações, super divertido e fiel ao personagem e é possível perceber sua interpretação mesmo debaixo da máscara. É definitivamente o papel da vida dele.


Quanto à questão da violência e palavrões, honestamente não achei o filme tão pesado assim. Tem nudez? Tem. Tem palavrão? Tem demais. Tem gente sendo visivelmente esmagada em uma parede? Tem também! Porém, o clima do filme não deixa isso ser pesado, vemos cenas que sozinhas seriam desconcertantes, seguidas de piadas e todo um clima de humor, isso alivia muito a violência. Já vi outros filmes que tem cenas menos violentas, ou que mostram menos, mas causam muito mais mal-estar por causa de toda ambientação da história (Um Crime Americano é um ótimo exemplo disso).
Mas vale ressaltar, que não é um filme de super herói, como o próprio personagem diz, então se você vai levar uma criança pra assistir saiba o que o espera, nada de falar que o filme é inapropriado depois, hein!

Enfim, Deadpool não surpreende, mas diverte muito, é bem o que eu esperava do filme, humor da zoeira é o que o define. Há piadas boas e piadas mais ou menos, mas o melhor é que o filme sabe rir de si. Piadas com o baixo orçamento, com a Fox e até com o passado obscuro de Ryan Reynolds como herói são os pontos altos pra mim, vale muito a pena ver. Lembrando que isso não é uma crítica, porque eu não tenho certificações para tal, é apenas a minha opinião sobre o filme.

E você, já assistiu? Vai assistir? Comenta aí o que achou e o que espera para o futuro do personagem nos cinemas.